Em 2014, o rapper paulistano Rael lançou Envolvidão, parceria com Nave que se tornaria um dos maiores sucessos da carreira de Rael. Quatro anos depois, Envolvidão ganha gravação oficial de Zeca Baleiro em single que chega às plataformas digitais na próxima sexta-feira, 9 de março, anunciando coletânea de gravações avulsas que o cantor e compositor maranhense vai lançar em abril pelo próprio selo, Saravá Discos. O single foi produzido por Érico Theobaldo.

O envolvimento do cantor com essa música de Rael já vem desde 2016, ano em que Baleiro decidiu incluir Envolvidão no roteiro de alguns shows da turnê baseada no álbum Era domingo (2016), lançado em maio daquele ano. Na sequência, Baleiro – em foto de Silvia Zamboni – decidiu gravar Envolvidão para disco com abordagens de músicas alheias, mas o projeto teve a produção interrompida pelo artista.

É essa gravação que Baleiro decidiu finalizar para se tornar o primeiro single do terceiro título da série de coletâneas Arquivo, lançadas somente em edição digital. Envolvidão promove a vindoura compilação Arquivo_Raridades, que reunirá sobras de estúdio, gravações de músicas compostas por Baleiro para séries e fonogramas do artista em tributos a artistas como Luiz Gonzaga (1912 – 1989) e Maysa (1936 – 1977).

Baleiro explica a opção por gravar o hit de Rael: “Sou grande fã dessa mistura de canção com rap que o Rael faz e gravei a canção para um disco de releituras que eu estava planejando. Para a produção convoquei um dos três produtores do meu quarto álbum, Pet shop mundo cão, Érico Theobaldo, que tem pegada mezzo produtor, mezzo DJ”.

Já o produtor detalha a concepção da gravação: “A base da ideia do arranjo de Envolvidão foi a junção da linguagem do hip hop com a da canção brasileira. Fiz a programação de bateria eletrônica com um baixo de sintetizador bem minimalista, para deixar bastante espaço para a voz e para a letra da canção. Depois toquei as guitarras, o Adriano Magoo tocou um piano de cauda e o Zeca gravou violão de nylon. Esses instrumentos foram editados e tratados como loops em alguns momentos, fazendo referência à linguagem do hip hop, mas sem perder a essência da canção”, ressalta Érico Theobaldo.

Fonte: G1

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