Criada pelo baterista Paulo Pires, a arte da capa do single duplo que a banda paulistana Lavoura lança na próxima terça-feira, 5 de junho, já remete ao conceito de “futurismo indígena” sustentado pelo septeto paulistano de música instrumental na apresentação das músicas inéditas Ametista (Fernando TRZ) e MM Moods (Marcelo Monteiro). Tanto que o single duplo é o primeiro disco de série intitulada Mirã, palavra que significa “futuramente” no idioma indígena tupi guarani.

Gravado em dezembro de 2017 no estúdio Casa Azul, na cidade de São Paulo (SP), o single duplo marca a volta da Lavoura ao mercado fonográfico quatro anos após a edição do álbum Photosynthesis (2014), lançado quando o grupo ainda era um quinteto formado por Caleb Mascarenhas (synths e beats), Fabiano Alcântara (baixo), Fernando TRZ Falcoski (synths, piano elétrico e beats), Junião (percussão e beats) e Paulo Pires (bateria, drum machine e beats).

Nesse intervalo entre o álbum de 2014 e o single duplo deste ano de 2018, Marcelo Monteiro (saxofone e flauta) e Thiago Duar (guitarra e beats) foram incorporados a este coletivo que agrega integrantes que atuam como músicos, produtores, arranjadores, beatmakers e/ou artistas visuais. O som da Lavoura mistura música brasileira com beats eletrônicos e com toques de jazz, buscando sotaque universal para ecoar além das fronteiras do Brasil.

Na série de singles intitulada Mirã, a brasilidade eletrônica desse som é aditivada com doses maiores de afro-futurismo, latinidade e psicodelia – elementos já presentes na música da Lavoura quando ela entrou em cena, em 2003, como dupla batizada em homenagem ao romance Lavoura arcaica (1975), obra-prima do escritor paulista Raduan Nassar. De lá para cá, a dupla virou banda – primeiramente como quarteto e depois como quinteto até chegar à atual formação de septeto – e construiu discografia que já totaliza quatro álbuns.

Fonte: G1

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