Nem só de SpaceX é que vivem os voos espaciais comerciais. A Blue Origin, de Jeff Bezos, segue de perto na corrida por esse setor e no domingo (29) conseguiu conquistar um grande feito, ao lançar a cápsula suborbital New Shepard em uma avaliação no Texas, Estados Unidos. Bem-sucedido, o oitavo lançamento pode ser considerado o teste mais alto e completo até o momento.

A cápsula New Shepard chegou a 351 mil pés, que é o recorde da Blue Origin até o momento

O propulsor reutilizável BE-3, movido a hidrogênio, gerou mais de 110 mil libras de impulso e levou um conjunto de experimentos de microgravidade e um boneco, o Mannequin Skywalker, à beira do espaço. Projetada para transportar até seis pessoas acima de quase 100 quilômetros de altura, a New Shepard separou-se do impulsionador como planejado, a uma altitude de cerca de 76 quilômetros, antes de subir por conta própria para 351 mil pés ou 107 quilômetros — um recorde para a Blue Origin.

Isso é quase 20 mil pés mais alto do que a altitude normalmente direcionada em uma tentativa de coletar dados de voo adicionais. Enquanto se preparava para começar a longa queda de volta à Terra, a cápsula passava por quatro a cinco minutos de ausência de peso antes de mergulhar de novo na densa atmosfera inferior, submetendo a espaçonave a uma forte desaceleração, a aproximadamente quatro vezes a força normal da gravidade.

Propulsor reutilizável teve bom pouso
Uma das grandes preocupações da Blue Origin e da Space X atualmente é conseguir trazer de volta o máximo de peças possível, já que, como sabemos, tudo nesse setor custa muito caro. Uma das melhores notícias por aqui é que o propulsor BE-3 conseguiu realizar um pouso perfeito, com quatro trens de pouso, antes de realizar um segundo voo, oito minutos depois de ter sido lançado.

Carga foi continua uma variedade de experimentos, incluindo instrumentação fornecida pela NASA

No lançamento de domingo, a cápsula New Shepard foi carregada com uma variedade de experimentos, incluindo instrumentação fornecida pela NASA para medir pressão, acústica, aceleração e outros fatores, juntamente com componentes que serão usados a bordo da Orion, da própria agência norte-americana.

Outras pesquisas concentraram-se em microgravidade, física básica e testes de tecnologia projetados para demonstrar a viabilidade da entrega de WiFi para espaçonaves. Foi o oitavo voo da Blue Origin e o segundo do Mannequin Skywalker, um manequim astronauta equipado com aparelhos para medir os efeitos sobre um membro da tripulação real.

Novos foguetes chegando em breve
A Blue Origin vem desenvolvendo um novo e potente motor, o BE-4, para ajudar a impulsionar satélites em órbita usando foguetes New Glenn muito maiores. Para isso, a companhia construiu uma fábrica perto do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, e está desenvolvendo uma plataforma de lançamento na Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral.

O New Glenn competirá com o próximo Vulcan, da United Launch Alliance, e com os propulsores SpaceX no mercado de lançamentos dos Estados Unidos. Já no setor de turismo espacial abaixo da órbita, empresa de Jeff Bezos disputa espaço com a Virgin Galactic, de propriedade do fundador da Virgin, Richard Branson. Por enquanto, não há previsão para as primeiras viagens abertas ao público.

Fonte: TecMundo

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