Os bombeiros continuam os trabalhos de buscas nos escombros do prédio que desabou no Largo do Paissandu, no Centro de São Paulo, após ser atingido por um incêndio na madrugada da última terça-feira (1º). Nenhum dos quatro desaparecidos foi localizado no início do 4º dia de buscas.

A montanha de entulho nos escombros do prédio chega a 15 metros de altura. Mais de 40 homens passaram a madrugada trabalhando nas buscas. Agora são 5 máquinas auxiliando na retirada dos escombros, como retroescavadeiras e um trator.

“São grandes equipamentos que vieram pra cá agora, nós temos 4 máquinas, 2 rompedores e duas retroescavadeiras. Elas conseguem limpar melhor o acesso para que a gente consiga localizar algumas células de sobreviventes, bolsões de ar, como ontem aconteceu. Nós conseguimos localizar dois pontos, foram checados pelos cães, por câmeras e bombeiros e nada foi encontrado. Então, a gente vai continuar removendo os entulhos para que a gente possa chegar aos andares que estão abaixo desse ponto”, declarou o capitão Marcos Palumbo, porta-voz dos bombeiros. De acordo com o capitão foram removidos 200 toneladas por dia de entulho dos escombros.

Na manhã desta sexta-feira (4) foram encontradas roupas dos moradores no meio dos escombros. As máquinas pararam e foi feita uma busca manual, mas nada foi encontrado.

Após mais de 24 horas de trabalho com o maquinário pesado já é possível ver detalhes da igreja luterana, que também foi atingida e teve mais de 80% da área destruída com a queda do edifício Wilton Paes de Almeida, como o lustre e uma frase escrita em alemão.

Durante a retirada dos escombros, os bombeiros encontraram seis botijões de gás na mesma área no fim da noite desta quinta (3) que indica que o local era habitado e voltaram a buscar manualmente com a esperança de encontrar vítimas.

A possibilidade de encontrar alguma vítima com vida diminui no quarto dia de buscas.

“Depois de 72h é menor que 30%. E essa porcentagem, essa probabilidade vai diminuindo muito a partir dessas 72 horas, então em 5, 6 dias a coisa já começa a ficar muito, muito difícil”, afirmou o capitão Paulo Maculevicius, do Corpo de Bombeiros.

Conforme as máquinas vão retirando os escombros ainda é possível ver fumaça saindo de focos de fogo que estão abaixo do nível da rua. A previsão inicial de que os escombros seria removido em sete dias foi ampliada e o trabalho deve demorar mais tempo do que o previsto.

Um vídeo filmado de um prédio que fica em frente ao edifício Wilton Paes de Almeida mostra o momento em que o prédio vem abaixo, na madrugada de terça-feira (1º). Nas imagens feitas por um homem que trabalha no prédio vizinho, chamado Ribamar, é possível ver o morador Ricardo Pinheiro caindo, pendurado em uma corda.

Fonte: G1

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