O chefe da Academia de Gravação, o organismo que administra os prêmios Grammy, disse nesta quinta-feira (31) que deixará o cargo quando seu contrato acabar. Ele fez o anúncio meses depois de causar uma onda de indignação com comentários sobre o desequilíbrio de gênero na premiação.

Neil Portnow, dono de um recorde de 16 anos como presidente da entidade, disse que não tentará uma extensão do mandato quando seu contrato terminar, em julho de 2019.

O atual chefe da Academia era um personagem que não provocava controvérsias até a última edição dos Grammy, em janeiro deste ano.

Consultado por um jornalista, depois da cerimônia, sobre o motivo pelo qual não havia mais mulheres premiadas, Portnow disse que elas tinham que “redobrar esforços”, e falou da necessidade de mais orientação.

Indignação
Grandes estrelas como Katy Perry e P!nk manifestaram sua indignação pelo comentário. Um grupo de mulheres executivas da música pediram a renúncia de Portnow como parte do movimento Time’s Up, contra a desigualdade de gênero.

Em um comunicado divulgado nesta quinta, ele não menciona o episódio, mas diz que quer uma transição ordenada para escolher seu sucessor.

“A evolução das indústrias, instituições e organizações é chave para sua relevância, longevidade e êxito”, afirma.

A maioria dos premiados na 60ª edição dos Grammy foram homens, embora algumas mulheres – Adele e Taylor Swift – tenham ganhado o maior prêmio, o álbum do ano, nos dois anos anteriores.

Fonte: G1

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