Não poderiam haver trajetórias mais diferentes do que as dos técnicos de Brasil e Alemanha. Nesta terça-feira, nos bancos de reservas do estádio Olímpico, em Berlim, estarão dois homens com o mesmo objetivo, o título mundial no dia 15 de julho, mas os caminhos de Tite e Joachim Löw, que se cruzam agora, têm pouquíssimas similaridades.

Enquanto o brasileiro ainda não completou dois anos na Seleção, seu adversário está prestes a comemorar 14 na Alemanha. Os dois primeiros como auxiliar de Jürgen Klinsmann, e, desde agosto de 2006, comandante principal da equipe que, nas três Copas do Mundo com sua presença, chegou sempre à semifinal e, em 2014, à decisão e ao título.

O farto conhecimento que Löw tem de seu grupo e do leque imenso de atletas do qual poderá se servir na Rússia, e a recíproca também verdadeira, permite a ele, por exemplo, abrir mão de protagonistas como Müller e Özil no clássico diante do Brasil. Algo que Tite nem pode cogitar.

Para ele, cada minuto é importante para fortalecer sua equipe, sua ideia de futebol, e também para a criação de novas maneiras de tentar chegar ao hexa.

– Talvez os números sirvam para a interpretação. O Joachim tem 160 jogos na seleção, nós temos 18. É a última campeã mundial e é campeã da Copa das Confederações com uma equipe mesclada. Para mim não serve a folga, é aproveitar a oportunidade da equipe crescer e se consolidar.

Fonte: GloboEsporte

Responda