Rincón, Aristizábal, Armero, Yerri Mina. Todos esses têm em comum a nacionalidade e o sucesso, uns mais e outros menos, que fizeram em passagens pelo futebol brasileiro. Baseada nisso, a Itapirense apostou alto na relação entre os países e contratou dez colombianos para disputar a Segunda Divisão, o equivalente à quarta divisão do Campeonato Paulista.

O goleiro Daniel Rodriguez, o lateral-direito Luíz Dário, os zagueiros Arles Abonia Balanta, Juan Camilo Carabali e Erik Mina, o volante Danilo Morales, o meia Kevin Caicedo e os atacantes Carlos Mosqueira, Duvan Torres e Neider Batalla são os sul-americanos que toparam o desafio de cruzar a fronteira e seguir a tradição colombiana no Brasil, agora com a camisa da Vermelhinha.

A chegada ao interior paulista está atrelada a ida de brasileiros à Colômbia e acontece por meio de Juan Isaza, empresário colombiano e amigo do diretor de futebol da Itapirense, Careca Paiva. Se por aqui há dez gringos, três brasileiros se transferiram para o país vizinho.

– O Juan tem jogadores na primeira divisão da Colômbia, do México e que jogariam na primeira divisão do Brasil. Mas até conquistar esse espaço, até o pessoal pegar credibilidade, começa de baixo para mostrar o trabalho. Se o Inter chegar aqui a gente manda jogador para lá. O plano é trazer jogador de 18, 19 anos, para adaptação, jogar e alçar voos mais altos – conta o dirigente.

A presença dos dez colombianos lado a lado impressiona até o maior nome do país dentro do futebol brasileiro. Contratado pelo Palmeiras por US$ 10,5 milhões, valor por 70% dos direitos econômicos, o atacante Miguel Borja mandou um recado para a turma da Itapirense, em vídeo gravado direto de São Paulo (assista abaixo).

Entre os estrangeiros, quem se destaca é Erik Mina. Titular da Itapirense, o zagueiro de 21 anos é primo do também zagueiro Davinson Sánchez, que fez sucesso no Ajax, da Holanda, e hoje defende o Tottenham, da Alemanha. Ele cita a relação fraterna com o selecionável e trata o camisa 6 do time inglês como irmão.

– A gente sempre morou junto, somos primos-irmão. Sempre fomos criados como gêmeos. Ele me ajuda muito, quando ele precisa eu ajudo e é assim. Ele está feliz pela minha carreira aqui no Brasil, pergunta se estou bem, se estou treinando bem, se está faltando algo para mim, sempre está ciente de cada coisa – comentou o jogador, que passou por experiências na Holanda e em Portugal.

Ao contrário de outros colegas, Erik já conhece bem o futebol brasileiro. Em 2015, atuou no sub-20 do Água Santa e por isso virou uma espécie de professor de português para os compatriotas.

– Já tive oportunidade de jogar aqui no Brasil, em 2015, no Água Santa, e agora estou aqui de novo. A cultura é um pouco diferente, mas acho que o jogador tem de estar preparado para todas as coisas na vida. Então, a gente aqui já está adaptado, temos um conhecimento mais avançado, fica mais fácil idioma, comida. Hoje, a diferença de Colômbia e Brasil é muito menor. Eu tenho um pouco mais de experiência que eles. Quando eles chegaram não sabiam falar o português, ai eu traduzia para eles. O técnico falava algo para eles e me chamava para ajudar.

Fonte: GloboEsporte

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