Integrante do Céu da Boca, grupo vocal carioca que esteve em cena de 1979 a 1983, Chico Adnet somente alçou voo solo em 2011, ano em que lançou o álbum Alma do Brasil por vias independentes. O hiato tão longo foi necessário para que esse pianista, arranjador, cantor e compositor carioca – nascido em outubro de 1960 – cuidasse da educação e dos sustento dos filhos (entre eles, o humorista Marcelo Adnet), criando jingles publicitários e temas para trilhas sonoras de programa de TV.

Mesmo após o primeiro voo artístico, Chico Adnet continua fazendo música em tempo todo próprio. Tanto que demorou sete anos para voltar ao mercado fonográfico após o CD Alma do Brasil. O retorno, no entanto, é feito em dose dupla. Chico Adnet lança simultaneamente dois álbuns autorais neste mês de abril de 2018 pelo selo Repique Brasil, Leva no piano e Piano, ambos calcados no piano – como já explicitam os títulos dos discos – e ambos gravados com produção e direção artística do próprio artista, cuja tia Carmen Vitis Adnet (1929 – 2014) foi pianista de reconhecimento internacional.

Leva no piano é álbum cantado em que o compositor desenvolve a obra autoral apresentada em Alma do Brasil, só que sem a opulência orquestral deste álbum de 2011. Leva no piano não chega a ser um disco de piano & voz, embora algumas músicas, como a balada Acorda (Jobiniana) e como Luiza, tenham sido gravadas nesse formato. De todo modo, os arranjos são pautados pela economia de instrumentos. O samba Leva no piano, leva no pandeiro, por exemplo, foi gravado somente com os toques do pandeiro de Marcos Suzano e do baixo acústico de Jorge Helder, além do piano e da voz de Adnet. No disco, o artista registra músicas como Samba de cor e Samba da feira.

Fonte: G1

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