Com a conferência para desenvolvedores Build 2018 tendo sido iniciada hoje (07) pela Microsoft, foi curioso não termos visto nenhuma grande novidade do Windows no principal evento anual da empresa. A última grande atualização do SO foi liberada na semana passada sem muito alarde, e única coisa interessante que a companhia falou sobre o Windows 10 diz respeito a sua maior integração com smartphones Android e iOS.

Para quem ainda não aceitava, essa integração coloca a última pedra sobre a cova do Windows 10 Mobile e também começa a mostrar que o Windows 10 desktop tem se tornado algo cada vez mais secundário na vida dos usuários, assim como nos planos da própria Microsoft. Pelo menos é isso o que acredita Raymond Wong, do Mashable.

O real futuro da Microsoft
Durante a keynote inicial da Build 2018, o CEO da empresa, Satya Nadella, e outros executivos falaram essencialmente sobre computação em nuvem — Azure — Inteligência artificial, Internet das Coisas e Microsoft 365.

Nenhum desses produtos é algo que realmente empolga o consumidor final como o Windows, mas eles estão se transformando gradativamente nas maiores fontes de renda da Microsoft ano após ano. Com isso, faz sentido a empresa focar seus esforços onde há mais dinheiro, o que significa um Windows 11 talvez nunca seja lançado. Em vez disso, a Microsoft pode entrar no mesmo passo de desenvolvimento da Apple e ir aplicando mudanças incrementais no Windows 10 indefinidamente. Afinal, o tradicional SO é hoje principalmente uma alavanca para outros produtos da companhia, como o Office.

Há hoje mais de 700 milhões de computadores rodando o WIndows 10, o que o torna o mais popular do mundo no que toca SOs para computadores pessoais

Fora isso, o Windows 10 com sua quarta grande atualização tendo sido liberada em abril se tornou um SO consideravelmente polido e muito funcional. Há recursos para todos os tipos de usuários, e a empresa continua planejando novos. Há hoje mais de 700 milhões de computadores rodando essa plataforma, o que a torna a mais popular do mundo no que toca SOs para computadores pessoais desktop e notebooks.

O Objetivo da empresa era chegar a 1 bilhão de aparelhos rodando Windows 10, mas com o fracasso da versão mobile, a companhia poderia achar que o atual sucesso da versão tradicional é o bastante. Em outras palavras, Wong acredita que a Microsoft pode desacelerar o passo em relação ao Windows 10 agora que ele está do jeito que está. Mas será mesmo?

Ainda não?
Não dá para negar que os indícios para essa desaceleração isso estão aí, mas há objetivos que a Microsoft ainda não alcançou para o Windows 10. Por exemplo, o SO ainda não se transformou em um “serviço” propriamente dito, como é o caso do Office 365.

O Windows 10 ainda é um produto que as pessoas compram uma vez e pronto, mesmo ele tendo atualizações de recursos e de segurança disponibilizadas muito frequentemente. Ao que parece, a empresa já conseguiu acertar um dos pilares para transformar o Windows em um serviço, mas ainda falta descobrir o que fazer a respeito desse outro: cobrar as pessoas pelo uso, e não pela posse de uma licença.

Fonte: TecMundo

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