A Fifa acompanha as tensões políticas entre Reino Unido e Rússia às vésperas da Copa do Mundo. A crise diplomática entre os dois países terá efeito no Mundial. Nesta quarta-feira, o governo britânico informou que não enviará representantes oficiais para a Copa da Rússia. Integrantes da família britânica e ministros não irão comparecer ao evento.

A medida não inclui a delegação da seleção inglesa, único time britânico que se classificou para o Mundial. Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales não vão disputar a Copa. Segundo a imprensa britânica, a Federação de Futebol da Inglaterra não vai acompanhar o boicote, mas pode reconsiderar caso a segurança da delegação e dos torcedores não seja garantida.

Trata-se de um abalo na relação entre Reino Unido e Rússia, motivado pelo envenenamento de um ex-espião russo em solo britânico, no início do mês. O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido advertiu os cidadãos que pretendem viajar para a Rússia sobre o risco de hostilidades na país-sede da próxima Copa do Mundo. A expectativa das autoridades locais é que entre 10 mil e 20 mil britânicos viajem para acompanhar os jogos da Copa, em junho e julho.

Procurada pela reportagem do GloboEsporte.com, a Fifa comentou o caso. Um porta-voz disse que a entidade está empenhada em garantir a entrega bem-sucedida da Copa do Mundo na Rússia. E que a Fifa e o Comitê Organizador Local têm plena confiança de que todas as 32 equipes participantes e fãs de futebol de todo o mundo farão um evento memorável.

Sobre a representação administrativa e diplomática da Inglaterra na Copa do Mundo, a Fifa diz o seguinte:

– Cabe a cada país, de forma independente, decide sobre o seu comparecimento – afirmou um porta-voz.

O vice-presidente da Federação Russa de Futebol, Nikita Simonyan, minimizou a decisão do governo britânico de não enviar autoridades para assistir ao Mundial.

– Isso é problema deles. O que importa é se a seleção (inglesa) vem, e ela quer vir. A Copa do Mundo é só uma vez a cada quatro anos – disse o dirigente, segundo a agência Interfax.

Envenenamento
O Reino Unido acredita que a Rússia seja responsável pelo ataque contra Sergei Skripal, ex-espião e ex-coronel do serviço de inteligência, e sua filha na cidade inglesa de Salisbury, no início do mês.

– Não há nenhuma conclusão alternativa, além do fato de que o Estado russo foi culpado pela tentativa de assassinato de Skripal e sua filha e por ameaçar a vida de outros cidadãos britânicos em Salisbury – afirmou a primeira-ministra Theresa May.

– Isso representa um uso ilegal da força pelo Estado russo contra o Reino Unido – acrescentou May.

Fonte: GloboEsporte

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