As memórias ainda frescas da ovação da torcida e do carinho recebido ao beijar o escudo do Grêmio após o gol que fechou a vitória por 3 a 0 no Gre-Nal do último domingo, na Arena, despertam um efeito imediato em Arthur: uma torrente de sorrisos e risadas. De fato. Basta pouco mais de 20 minutos de conversa às margens do campo, no CT Luiz Carvalho, para ter uma impressão bem vívida da alegria do volante com o retorno a campo e a retomada de protagonismo pelo clube do coração.

O tento marcado num clássico decisivo, pelas quartas de final do Gauchão – e logo em sua estreia na rivalidade –, consolida a recuperação cuidadosa de um entorse no tornozelo esquerdo, sofrido na final da Libertadores de 2017. A comemoração subsequente, com o afago no emblema em sua camisa serve ainda para atestar o carinho e o comprometimento total com o momento no Tricolor. Mas os olhos do jovem de 21 anos também cintilam para falar de um futuro mais longevo e distante, com a camisa do Barcelona.

Um futuro dos sonhos que Arthur por vezes não consegue assimilar, dada a ascensão vertiginosa. De opção remota no elenco gremista em janeiro de 2017, o volante não só assumiu um posto incontestável no time titular no tri da América como entrou no radar de Tite para a Seleção na Copa de 2018 e ganhou o mundo ao atrair os olhares do Barça. Não à toa, o garoto ainda se espanta com a cifra astronômica de 30 milhões de euros (R$ 120 milhões) – fora os 9 milhões de euros (R$ 36 milhões) em variáveis – que o clube catalão desembolsará por seu futebol.

Menos de 24 horas depois de retomar seu protagonismo no Gre-Nal da Arena, válido pelo jogo de ida das quartas de final do Gauchão, Arthur recebeu a reportagem do GloboEsporte.com nesta segunda-feira, no CT Luiz Carvalho. E distribuiu sorrisos e risadas a cada fala, para projetar sua carreira com foco total no dia a dia de trabalhos e jogos com o Grêmio. Mas com um certo olhar para seu futuro em solo europeu. O volante revela que já começou as aulas de Espanhol e manifesta sua torcida para o “fico” de Iniesta, seu ídolo, que cogita deixar o Barça ao fim do ano.

“Eu procuro não entrar a fundo nisso, não me rotular, porque o Iniesta é um ídolo, mas ele tem a característica dele, e eu, a minha. Ele é o Iniesta, é um Deus do futebol. Minha vontade é que ele permaneça. Ficaria muito feliz em jogar com ele”.

Fonte: GloboEsporte

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