A sexta-feira de Lollapalooza, que levou 100 mil pessoas ao Autódromo de Interlagos, teve Red Hot Chili Peppers no fechamento do palco principal. Foi um show com uma surpresa: a cover de “Menina Mulher da Pele Preta”, de Jorge Ben.

O primeiro dia de festival teve ainda homenagens à vereadora Marielle Franco (PSOL), morta a tiros no Rio no último dia 14: uma feita por Rincon Sapiência e outra por Zara Larsson.

DEU CERTO
Sempre cheio e com público mais jovem, o Palco Perry (dedicado à eletrônica) teve a nova localização aprovada, na parte mais alta do Autódromo.
A presença de escadas para sair sem sustos do espaço dedicado à música eletrônica e o cenário para selfies com a roda gigante no fundo também funcionaram.
DEU ERRADO
A localização do Palco Axe ficou um pouco abaixo das expectativas. O desnível em frente ao palco deixava a plateia torta. As arquibancadas naturais dos palcos Budweiser e Onix são ainda insuperáveis.
Red Hot Chili Peppers: cover de Jorge Ben

É Red Hot Chili Peppers que você quer? É Red Hot Chili Peppers que você vai ter. Meio sem vontade, meio no automático. Mas quem se importa. Para não dizer que foi tudo igual aos shows interiores, teve cover de “Menina Mulher da Pele Preta”, de Jorge Ben. Leia mais.

A ausência de uma banda no palco é compensada com firulas: chuva de serpentina, papel picado e muitos, muitos fogos de artifício, que esquentavam a plateia. O sucesso atraiu uma multidão ao Palco Perry, que virou um baladão com “vibe top”, mãozinhas pro alto, muitas selfies e alguns óculos escuros à noite. Leia mais.

LCD Soundsystem: show vigoroso

James Murphy, o dono do LCD Soundsystem, não recorre a truques fáceis com o público e deixa as músicas fazerem o trabalho. Teve início “pé na porta”, com “Daft Punk is playing in my house”, e final intenso, com “Dance yrself clean” e “All my friends”. Leia mais.

Mac Demarco fumou dois cigarros e fez muita “zuêra” (no bom sentido) com o Red Hot Hot Chili Peppers. E um som despojado, indie e agradável. Entre um gole e outro, fez piadas, brincou de tocar “Give it away” e encerrou com cover “doidão” de “Under the bridge”. Leia mais.

Só faltou pedir um amém pra ganhar o título de pastor oficial do Lollapalooza 2018. Chance The Rapper fez um culto hip-hop e R&B que deixa clara a influência da música gospel no jovem de Chicago (EUA). Além de abençoados, Chance e sua banda são mesmo é talentosos. Leia mais.

Em sua primeira vinda ao Brasil, a sueca Zara Larsson dedicou uma música a Marielle Franco, vereadora morta no Rio. Ela fez uma homenagem dedicando a ela “Symphony”. “Ela lutava pelos LGBTs. Lutava contra a violência policial e por justiça social”, disse. Leia mais.

Mesmo quem parecia desconhecer o repertório do Royal Blood se empolgou diante do baixista e (bom) cantor Mike Kerr e do baterista Ben Thatcher. Pode não ser a coisa mais original do universo, mas o baixista faz o baixo valer por umas duas guitarras, com solo e tudo o mais. Leia mais.

O Spoon, banda de rock alternativo com mais de 20 anos, rimou psicodelia com melancolia. Grande parte do público que começava a encher a frente do Palco Budweiser recebeu com tímidas balançadas de cabeça: a banda se mostrou alternativa demais para o palco principal. Leia mais.

Rincon Sapiência mostrou que tem energia para dominar o palco principal. O rapper fez homenagens à vereadora Marielle Franco. Ele convidou a cantora Iza para uma participação em “Ginga” e fez um discurso contra o “genocídio de pretos de pretas”. Leia mais.

Mallu Magalhães: mais soltinha

Cada música foi uma surpresa: a voz de Mallu podia derrapar no tom ou fazer belas curvas que a gente não esperava. O fato de ela estar menos travada torna, no mínimo, o show mais divertido. Sem contar as composições, que estão também mais soltas. Leia mais.

Fonte: GloboEsporte

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