O álbum com nove sambas que Rodrigo Campos lança em julho é o quarto título da discografia solo do cantor, compositor e músico paulistano – um dos expoentes da diversificada e imponente cena musical de São Paulo (SP). Mas bem poderia ter sido o primeiro. É que esse inédito disco de sambas é a retomada de álbum solo iniciado em 2005, mas abortado pelo próprio artista logo no início do processo de gravação em estúdio da cidade de São Paulo (SP).

“Em 2005, achei que seria o momento de arriscar um primeiro trabalho solo. Ainda muito ligado ao samba, fui para o estúdio para gravar as bases sozinho: violão, cavaco e percussão. (…) Enveredei na empreitada imbuído de um espírito de confiança que se esvaiu ao fim do primeiro dia, quando escutei o resultado. Me deparei com minha falta de experiência, não sabia nem identificar o que estava errado, mas entendi que não conseguiria fazer esse disco daquela maneira”, relembra o artista – em foto de José de Holanda – em texto postado em redes sociais para anunciar o lançamento do álbum retomado e refeito 13 anos após a tentativa frustrada de gravação.

O disco chega ao mercado fonográfico com outro repertório, já que parte daquela safra autoral de 2005 foi aproveitada por Rodrigo Campos em São Mateus não é um lugar assim tão longe (2009), álbum produzido por Beto Villares que veio a ser o real primeiro título da discografia solo deste integrante do quarteto Passo Torto.

Desta vez, o criador aprova o resultado final. “Os anos se passaram, fiz outros discos, mas aquele que seria meu primeiro, interrompido pela minha inexperiência, nunca me saiu da cabeça. Volto a ele 13 anos depois, e, confrontando o medo gerado na escuta daquele fatídico dia de gravação em 2005, avanço até o fim. Aquele processo almejado, em que gravaria as bases sozinho, se mostrou eficiente enfim. Ainda conto com parceiros inestimáveis, como Carlos ‘Cacá’ Lima, por exemplo, na engenharia de som, mas pude caminhar e chegar ao que posso chamar de meu primeiro disco de sambas”, celebra Rodrigo Campos, cujo último álbum, Conversas com Toshiro (2015), foi lançado há três anos, sucedendo o aclamado Bahia fantástica (2012).

Fonte: G1

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