Pode parecer improvável, mas o Uber irá estender sua operação no Japão por meio de parceria com empresas de táxi. O interesse da companhia era o de se introduzir no país de seu modo tradicional, ou seja, com o cadastro de motoristas comuns. Porém, isso não é possível, devido às regulamentações locais, que impedem condutores não profissionais de transportarem clientes pagantes.

Então, o Uber considerou como saída adaptar seu app para conectar passageiros com prestadores de serviços legalizados — no caso, mais de 20 empresas do ramo. Inicialmente, a funcionalidade será disponibilizada para passeios de visitantes e moradores de Awaji, uma ilha com população de 150 mil pessoas, próxima à cidade de Osaka.

Até o momento, a companhia tem funcionado no Japão de três diferentes maneiras: com o app de delivery Uber Eats, por meio de uma ferramenta especializada em conectar passageiros de Tóquio a empresas de transporte coletivo, além de dois serviços-piloto voltados para a condução de pessoas idosas do setor rural até várias cidades. Esse nicho tem sido de grande potencial econômico, pois o país conta com uma parcela considerável de população na faixa da terceira idade.

No fim de 2017, a proprietária do aplicativo 99, DiDi Chuxing, divulgou uma parceria com a SoftBank Group Corp., visando oferecer no Japão uma funcionalidade semelhante à anunciada recentemente pela multinacional americana. A Toyota e a Sony, de maneira separada, também se associaram a outras empresas de táxi do país, buscando disponibilizar um aplicativo de inteligência artificial, capaz de prever o uso e as demandas do segmento.

As iniciativas têm forte relação com o crescimento e a consequente disputa por esse tipo de serviço em todo o mundo. Além disso, a tentativa de emplacar em solo nipônico poderia ser muito vantajosa, já que seu mercado de veículos de aluguel é um dos maiores do mundo, gerando US$ 16 bilhões.

Fonte: TecMundo

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